A última etapa deste percurso liga Azambuja a Santarém, atravessando a planície fértil da lezíria ribatejana, marcada por diques, estradas rurais e canais de irrigação. Nos primeiros quilómetros, o caminho acompanha a Vala Real, canal do século XVIII criado para controlar as cheias e facilitar o transporte fluvial. A paisagem alterna entre terras agrícolas e pequenas povoações que mantêm o modo de vida tradicional junto ao rio.
Entre Reguengo e Valada sucedem-se vinhas, pomares e campos de milho ou tomate. Perto do Caminho, em Palhota, destacam-se as casas de madeira sobre estacas, símbolo das antigas comunidades avieiras. Valada, freguesia do concelho do Cartaxo, conserva a Igreja de Nossa Senhora do Ó, de origem medieval, e uma praia fluvial muito procurada.
Mais à frente, o traçado alcança Porto de Muge e a Ponte Rainha D. Amélia, de 1904, junto ao Palácio dos Duques de Cadaval e a vestígios de uma ponte romana. O percurso continua por terrenos agrícolas, continuando depois entre vinhedos e quintas até Santarém.
A chegada à cidade faz-se em forte subida pela Calçada da Junqueira. Santarém mantém o carácter de capital da lezíria, com um património vasto que inclui igrejas góticas, conventos e museus, entre os quais o núcleo museológico da igreja de S. João do Alporão, a Igreja do Santíssimo Milagre e o Convento de São Francisco.