Entre zonas ribeirinhas e antigas vias rurais, esta etapa percorre os concelhos de Loures e Vila Franca de Xira, num território onde o rio define o traçado e a paisagem. Em Sacavém, o Museu da Cerâmica preserva a memória da antiga Fábrica de Loiça e testemunha a importância industrial da região.
O caminho segue depois ao longo da frente ribeirinha, atravessando planícies aluviais e localidades desenvolvidas junto ao Tejo, onde a pesca e a navegação fluvial marcaram historicamente a vida económica e social. Ao longo do trajecto, sucedem-se localidades com forte identidade ligada ao rio: Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa, Alverca e Alhandra.
Na Póvoa de Santa Iria sobressai a Praia dos Pescadores, que integra um Centro de Interpretação Ambiental e da Paisagem; em Alverca, o núcleo do Museu do Ar e a Igreja dos Pastorinhos; e em Alhandra, a Casa-Museu Dr. Sousa Martins e a Igreja de São João Baptista. Cada uma destas vilas mantém marcas da vida agrícola e fluvial que moldaram a região.
A etapa termina em Vila Franca de Xira, onde o percurso ribeirinho conduz ao centro histórico. A cidade mantém o vínculo ao rio e à navegação, reunindo património civil e religioso, como o Pelourinho manuelino, a Igreja Matriz, o Museu do Neo-Realismo e os painéis de azulejos da estação ferroviária, símbolos da transição para o coração do Ribatejo.