O percurso entre Lisboa e Santarém desenvolve-se ao longo do Tejo e reflecte a ligação entre o rio, o território e as comunidades que o habitam. Mostra a passagem gradual do ambiente urbano para a paisagem aberta da lezíria, onde os campos e os canais de rega marcam o horizonte. O traçado combina margens, caminhos agrícolas e zonas ribeirinhas que revelam a convivência entre a actividade humana e o ecossistema fluvial.
O conjunto forma um corredor de transição entre cidade e campo, onde o rio é o elemento central de organização. A paisagem, moldada pelas cheias e pelo trabalho agrícola, mantém viva a identidade do Ribatejo e a memória de quem vive do Tejo.
Mais do que uma rota, este é um percurso de leitura do território e da sua história. Acompanha o desenvolvimento das povoações, a evolução das infra-estruturas e a preservação dos ecossistemas. Cada troço reflecte o equilíbrio entre natureza, património e modos de vida tradicionais.
A ligação entre Lisboa e Santarém traduz-se num itinerário cultural e ambiental. Mostra como o Tejo uniu regiões distintas e continua a definir o carácter da paisagem, do trabalho e da vida quotidiana ao longo das suas margens.